O número reduzido de projetos até aqui aprovados está longe do que era expetável ao fim de quase de dois anos de lançamento do programa.

O presidente da Associação Agropecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), Paulo Gaspar, lamenta que o excesso de burocracia possa estar a travar a aprovação de mais propostas, por um lado, mas o empresário diz compreender, por outro, as cautelas da banca na cedência dos créditos.

“O Estado já financiou várias vezes muitos empresários com o objetivo da diversificação da economia e de facto muitos não se acautelaram para analisar e avaliar os projetos e qual o seu verdadeiro objectivo”, sustentou.

O economista Samuel Candundo olha para o número de projetos submetidos por aprovar e encontra uma razão para explicar as dificuldades: a falta de qualidade técnica na estruturação dos mesmos.

As más experiências do passado também são associadas ao maior escrutínio da banca.

“Os bancos estão muito mais capacitados. Apesar dos fundos terem a garantia do Estado eles avaliam com muito cuidado porque há ideias qe não têm pernas para andar. Há pessoas que não têm nenhuma experiência, não têm dedicação exclusiva para determinados negócios e vai-se buscar dinheiro. Tendo em conta as experiências passadas, os bancos estão a ter muito mais rigor. Isto não quer dizer que não há disponibilidade financeira há, mas está se a procurar analisar os projectos, os planos de negócios têm que estar estruturados devidamente”, defendeu o especialista.

O PAC está inserido no Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI) e aplica-se aos projetos de investimento que contribuam direta ou indirectamente na produção interna de bens.

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