De acordo com o relatório anual e contas de 2019, a que a Angop teve acesso, em relação ao passivo registou um acréscimo de Kz 3,04 mil milhões (+49,22%) para  9,22 mil milhões de kwanzas.

Quando aos capitais próprios, o relatório divulgado este mês faz menção que ascendeu a 1,82 mil milhões, um aumento face ao exercício anterior no montante de 939,35 mil milhões (106,09%).

No exercício de 2019, o Banco Central diz ter apurado  um resultado positivo no valor de  90,09 mil milhões de kwanzas, correspondente a um aumento de 384,57% face ao exercício anterior.

O orçamento do exercício económico de 2019 apresentou também um superavit de  336,28 milhões,  reflectindo um grau de execução de 54,36% abaixo do estimado,  na ordem dos 618,55 mil milhões de kwanzas.

Ainda de acordo com o relatório anual e contas, as reservas internacionais brutas aumentaram em 6,44% (USD 1,04 milhões) cifrando-se nos  USD 17,21 mil milhões em 31 de Dezembro de 2019, quando comparado aos USD 16,17 mil milhões registados em 31 de Dezembro de 2018.

O referido aumento, de acordo com o BNA, é resultado dos ajustamentos efectuados ao regime cambial, desembolsos do Fundo Monetário Internacional (FMI), na ordem dos USD 1,50 mil milhões, emissão de Eurobonds no valor de USD 3,00 mil milhões, em Novembro de 2019, bem como da transferência de USD 1 000 milhões provenientes do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), em Agosto de 2019, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

No mesmo período, o rácio de cobertura das importações situou-se em 8,39 meses de importações de bens e serviços, superior ao do ano anterior, situando-se acima da meta de convergência da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), fixada em 6 meses de importações de bens e serviços.

Conforme o documento, no âmbito das políticas monetária e cambial, o BNA adoptou, em 2019, um conjunto de medidas que permitiram a manutenção da trajetória decrescente da  inflação, passando de 18,60%, em 2018, para 16,90%.

O BNA avança ainda que, por se observar a contínua desaceleração da inflação e a perspectiva da manutenção deste comportamento, o Comité de Política Monetária (CPM) reduziu a taxa em duas ocasiões. A primeira em 25 de Janeiro, passando a mesma de 16,50% para 15,75%, mantendo inalterada as demais taxas.

A segunda foi feita a 24 de Maio do ano em referência, com a redução em 0,25 p.p., fixando-a em 15,50%, mantendo novamente as demais taxas inalteradas.

Em Outubro, lê-se no documento,  em sede de uma sessão extraordinária, para assegurar a implementação da segunda fase da liberalização do mercado cambial, o CPM decidiu por uma política de carácter restritivo, por forma a controlar o excessivo nível de liquidez do sistema financeiro com vista a minimizar o efeito pass-through cambial sobre os preços de bens e serviço na economia.

Desta feita,  aumentou o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional para 22,00%, a taxa de juro  de facilidade permanente de absorção de liquidez a sete dias para 10,00%, mantendo as restantes taxas inalteradas.

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