Dedicada aos “desafios da atracção do investimento”, a FILDA 2011 terminou este domingo, 24, depois de seis dias de feira, com mais de 60 mil visitantes, durante a qual se travaram negócios e contactos que “provaram que esta é a porta de entrada para muitos investidores em Angola”.

Salvador Cardoso, gestor da feira, explicou o que diferencia a edição de 2011 das anteriores: “Houve um número acrescido de sectores representados, assim como de países representados e de expositores. Podemos dizer que a FILDA assume um papel dinamizador para a economia nacional, pois é a partir daqui que muitos investidores entram no nosso país”.

Angola é hoje um dos mercados mais atraentes e como tal é importante criar infra-estruturas que ajude todos quantos estejam interessados em implementar o seu negócio.

Segundo o gestor da feira, ela serve também como fonte de reflexão: “Queremos que sejam criadas melhores condições para a atracção do investimento e procuramos respostas junto do Executivo que poderão servir de solução a alguns dos problemas que os investidores estrangeiros encontram, no que toca a questão da legislação, da estratégia, infra-estruturas, instituições e recursos humanos”.

Há a salientar de todas as participações, a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, que pediu aos empresários angolanos que passem também a olhar para Portugal.

Críticas ao certame

Com mais de 600 expositores e 36 países participantes, Salvador garante que a FILDA proporcionou a maior exposição de produtos e serviços de que as pessoas necessitam na vida quotidiana, “o que mostra o carácter de ser uma feira muito próxima não só dos profissionais mas também do consumidor final”.

De uma forma geral o balanço da 28ª edição é positivo, conta Salvador Cardoso, afinal “nunca houve uma afluência como a deste ano”. No entanto, o gestor também aponta algumas arestas a limar: “Temos que melhorar alguns serviços, como o atendimento rápido aos expositores, no que toca ao material adicional para os stands, bem como os acessos aos pavilhões”.

De destacar que a FILDA foi também um centro de trabalho temporário, especialmente para muitos jovens.

Pela feira passaram vozes como a de Yola Semedo ou Afrikanita, o ritmo do grupo Celamar ou dos Zona 5, a destreza dos contorcionistas da Ilha, entre muitos outros talentos, que mantiveram sempre a bolsa de negócios bastante “animada”.

Gala Leões de Ouro

Para encerrar a FILDA, a organização abrilhantou o evento com a Gala Leões de Ouro, na qual foram premiadas, segundo categorias, algumas empresas que participaram na feira.

Com ilustres convidados e premiados, a gala premiou empresas como a Unitel, nas categorias de melhor participação nas TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) e melhor Stand; a Infotur, na categoria de representação oficial; o hotel Skyna, no sector da Hotelaria; o BCI como melhor participação da Banca e Finanças; a SA Airlines na participação das Transportadoras Aéreas ou a Line Stands, como melhor participação de Prestadores de Serviços.

ATPA foi galardoada com o prémio de melhor cobertura editorial, enquanto a Sonangol ganhou o Leão de Ouro de melhor participação de Energia e Petróleos e também de melhor participação de Empresa Pública.

Susana Pereira foi considerada a melhor funcionária do ano FIL 2011, Joaquim David, foi galardoado com o prémio personalidade do ano na categoria masculina. Isabel dos Santos foi a personalidade do ano na categoria feminina.

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