Vitorino Cunha disse ter identificado pelo menos 14 a 16 atletas nacionais que podem lutar pela conquista do título na próxima edição do Afrobasket que se disputa em 2021 na cidade de Kigali, no Ruanda.

“Temos 14 a 16 atletas que com uma boa preparação desportiva nos permitem contar com a subida ao pódio da prova. Não tenho dúvidas nenhuma,” assegurou o profissional de 75 anos de idade.

Para se concretizar este objetivo falhado em muitas edições da prova, o veterano recomenda muita calma e defende que os esforços devem ser redobrados em termos de organização.

“Se não houver um esforço muito grande para nos organizarmos melhor nós vamos ser sempre os quarto ou quinto classificados da prova”, alertou.

Sobre o estado do basquetebol no país e no continente africano, o profissional disse estar pouco desenvolvido e lamentou por isto.

Contudo, espera que África esteja pelo menos ao nível da Europa que continua a evoluir em vários sectores da modalidade. “Já não falo dos Estados Unidos ou da NBA porque é outro mundo”, sublinhou.

De reforçar que o técnico tem sido homenageado todos os anos no país pelos feitos em prol do basquetebol angolano. Por este motivo, o pavilhão principal do 1.º de Agosto chama-se Vitorino Cunha e há também uma prova no país com o seu nome.

Recorde-se que o antigo técnico conquistou os três primeiros títulos da selecção sénior masculino no Afrobasket de 1989, em Luanda, 1991, no Cairo, Egipto, 1993, Nairóbi, Quénia.

Actualmente, Vitorino Cunha é conselheiro do Ministério da Juventude e Desportos e instrutor da Federação Internacional da modalidade (FIBA).

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