A primeira edição do Torneio Interprovincial de Judo para juvenis e juniores, que estava inicialmente previsto para o dia em que termina o estado de emergência no país, 11 de Abril, foi adiada para 1 e 2 de Maio, a partir das 10 horas, no Complexo da Cidadela, em Luanda.

Este evento, realizado pela Free Sport, tem a parceria da Federação Angolana de Judo e  contará com a participação de pelo menos 200 judocas de várias províncias.

Os combates serão disputados por equipa e individual no sistema de eliminatória directa em todas as categorias de peso.

As inscrições reiniciam a 13 deste mês e terminam um dia antes da prova. As mesmas vão  decorrer na sede da Federação, no Complexo da Cidadela, e na Casa da Juventude, no município de Viana.

Quanto à pesagem e reunião técnica, acontecem dois dias antes do início da prova, nos referidos locais onde decorrerão as inscrições, a partir das 12 horas.

Em entrevista ao SAPO, o responsável da comissão organizadora, Pedro Domingos, conhecido como Mestre Aranguri, disse que o evento foi adiado devido à suspensão das atividades desportivas e ao estado de emergência em vigor no país.

“Tivemos que cumprir com as orientações superiores. Desta forma também prevenimos o bem-estar dos nossos atletas. Contudo, pensamos que em Maio todas as atividades desportivas vão retomar e nós não faremos diferente”, realçou.

Sobre os prémios, esclareceu que não serão alterados. Os três primeiros vão receber taças e medalhas. Já os melhores atletas juvenis vão beneficiar de materiais escolares, ao passo que os juniores vão receber quimonos.

Ainda segundo o Mestre Aranguri, o Torneio Interprovincial de Judo vai servir também de preparação para os campeonatos nacionais.

De salientar que, segundo os últimos dados do Governo, datados do dia 5 de Abril, no total o país já registou 14 casos de COVID-19, tendo duas pessoas morrido e outras duas recuperado totalmente.

Infelizmente, e a crer na Organização Mundial de Saúde, o cenário para o futuro poderá não ser muito positivo para Angola, com a instituição a estimar que o país terá cerca de 10 mil casos até julho. Ao mesmo tempo, enfermeiros e médicos, ouvidos pela DW África, já vieram avisar que o sistema de saúde é limitado para esse volume de infeções e pode entrar em colapso.

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