Este compromisso foi assumido pelo presidente de direcção da agremiação desportiva, o ex-futebolista Aníbal Rebelo de Oliveira Salumbo, no final da assembleia-geral de sócios que o reelegeu, em lista única, com 32 votos a favor, nenhum contra e nenhuma abstenção.

Depois de, no mandato anterior (2016/2020), ter prestado uma atenção especial à recuperação e reabilitação das infra-estruturas, vai, nos próximos quatro anos, apostar na criação de condições que garantam a auto-suficiência financeira do clube, numa altura em que os patrocinadores têm falhado com as suas obrigações, resultantes de algumas situações administrativas do vínculo contratual.

Aníbal Rebelo de Oliveira Salumbo informou que para o alcance de tal desiderato, a sua direcção vai prestar uma atenção especial à diversificação das fontes de receitas, através da rentabilização das infra-estruturas, angariamento de sócios e patrocinadores, além de promover negócios que possam gerar rendimentos.

Esta estratégia, segundo o dirigente desportivo, enquadra-se num projecto iniciado em 2016, com objectivo de redimensionar o clube, de modo a permitir que a agremiação, que sobrevive do arrendamento de algumas das suas infra-estruturas, que apenas permitem a resolução de questões pontuais, tenha condições financeiras capazes para fazer face às despesas com a actividade desportiva em diversas modalidades.

Ainda quadro deste projecto, o presidente reeleito do Petro do Huambo apontou como meta a criação de equipas seniores em diversas modalidades, através da aposta nos escalões de formação, com destaque para o futebol, enquanto desporto rei e cartão-de-visita para qualquer clube, com objectivo de voltar a participar nas grandes competições provinciais e nacionais.

Referiu que a sua direcção vai fazer todo o possível para que o objectivo seja concretizado, no curto prazo e dentro dos quatro anos de mandato, no sentido de responder à pressão, quer da massa associativa, quer da sociedade em geral, que insistentemente solicitam o regresso do Petro Atlético do Huambo na arena desportiva.

De igual modo, referiu que a resolução da questão da dívida para com os trabalhadores (administrativos e treinadores), que há 17 encontra-se num impasse devido a disputas judicial com alguns sócios dissidentes e que provou a suspensão dos patrocínios, constam igualmente dos desafios da nova direcção.

Trata-se do sétimo presidente dos “alvi-negros”, fundados a 5 de Janeiro de 1980, na sequência da fusão entre o Atlético de Nova Lisboa e o Desportivo da Sonangol, tendo como primeiro responsável o Armando Machado, co-fundador do clube, que anos depois presidiu a Federação Angolana de Futebol.

Foram ainda presidentes do considerado outrora, o maior emblema desportivo da província do Huambo e um dos mais carismáticos e respeitados da região centro e sul de Angola, Armando Cangombe (Piriquito), já falecido, Carlos Alberto Pires (Graça), José Sobrinho e João da Reconciliação André.

Não disputa o Girabola, maior prova futebolística do país, desde 2008 e não participa na prova de apuramento desde 2014.

Entre os principais feitos do clube “alvi-negro” consta a disputa da final da 1ª edição da Taça de Angola, em 1982, estando ainda na II divisão, tendo perdido para o 1º de Maio de Benguela, colosso da época.

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