José Armando Sayavo mostra-se preocupado com o futuro do atletismo no país e defende investimento sério na modalidade para o surgimento de mais campeões mundiais.

Sayovo pede ao Governo central para zelar mais pelo atletismo nacional e construir infraestruturas da modalidade de modo a massificar, incentivar os atletas e atrair novos talentos.

Para minimizar os pedidos dos dirigentes e praticantes do atletismo, o ex- internacional espera que sejam construídas pelo menos duas ou três pistas de tartan nos próximos anos.

“Nós não temos nenhuma pista de tartan. Os atletas que praticam o atletismo de velocidade, onde é que vão praticar? Quando é que teremos outros campeões mundiais? É preciso analisar bem estas e outras questões preocupantes para não condicionar o futuro dos atletas”, salientou.

Fez saber também que há muitos atletas do atletismo adaptado em Luanda mas lamentou pelo facto de os campeonatos nacionais de pista não terem mais de 10 a competirem, por falta de transporte.

“Muitos atletas aqui querem praticar mas temos dificuldades de transporte. É preciso tirá-los de um ponto para o campo. O Comité Paralímpico faz muito pelos atletas mas sozinho não consegue. Eu vejo que a instituição tem mais dificuldade de transporte”, reconheceu.

Deste modo, o recordista mundial considera que vai condicionar o surgimento de outros campeões que possam conservar o bom-nome do país em provas internacionais, com realce para os Jogos Olímpicos.

Recorde-se que nos Jogos Paraolímpicos de 2004, em Atenas, Grécia, Sayovo conquistou três medalhas de ouro nas provas de 100, 200 e 400 metros. Conquistou o mesmo número de medalhas de prata nas referidas distâncias nos Jogos Pralimpicos  de Pequim, China.

Em 2012, nos Jogos Paraolímpicos de Londres, Inglaterra, aos 39 anos de idade o ex- velocista veterano conquistou duas medalhas, sendo uma medalha de bronze na prova de 200 metros e igual número de prata nos 400m.

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