Mesmo assim, ainda não pronunciou-se sobre a possível recandidatura, o que preocupa a família paralímpica angolana que prefere a sua continuidade pelo menos por mais quatro anos, tendo em conta os feitos.

Leonel desconfia que o incentivo e a pressão que tem recebido por parte dos atletas, via telemóvel, tem a ver com José Armando Sayovo, ex-internacional da classe T11, cegueira total: “Ele falou comigo e eu senti que fez uma campanha porque muitos dos atletas que estão a incentivar-me não tinham os meus contactos telefónicos. O Sayavo é uma voz activa em que todos os atletas se revêem”, reforçou.

Fez saber também que o manifesto da família paralímpica chegou aos ouvidos de alguns políticos do país que também o aconselham a não deixar de lutar pelo Comité Paralímpico Angolano. Com isto, disse: “Temos que compreender que eu já estou há muitos anos.”

Por outro lado, o empresário lamentou saber que a sede do Comité Paralímpico Africano vai sair brevemente de Luanda para África do Sul ou Tunísia, que se candidatam para albergar a mesma.

Está em causa a falta de condições, de acordo com as exigências do Comité Paralímpico Internacional, que quer inspecionar a referida sede que continua provisoriamente na Galeria dos Desportos, na Cidadela.

De salientar que ao longo dos mandatos de Leonel da Rocha Pinto como presidente do Comité Paralímpico Angolano, o país somou dezenas de conquistas, com realce para o título do mundial de futebol com muletas.

Na história dos paralímpicos angolanos, Sayovo é o nome mais sonante, por ter mais participações e conquistas em provas internacionais. Aquele compatriota é o único com mais medalhas conquistadas nos Jogos Paralímpicos de verão.

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