O presidente de direcção da Federação Angolana de Boxe (FABOXE) lamenta pela falta de apoios para a modalidade e diz que o país serviu melhor esta modalidade olímpica em época de guerra.

“Nos momentos mais difíceis em que atravessamos uma guerra muito devastadora, o desporto angolano serviu melhor o boxe em relação ao tempo actual com muitas riquezas”, comparou.

Carlos mostra-se também triste pelo facto de os principais clubes com capacidade financeira não abraçarem a modalidade, uma vez que existem milhares de talentos e dezenas de atletas habilidosos.

Por outro lado, o dirigente não fez comentários sobre o orçamento da FABOXE, mas esclareceu que não chega para suportar a preparação e estagio das selecções nacionais em países mais desenvolvidos no boxe.

Contudo, aplaude os atletas que têm vencido os adversários dos países cujas federações recebem um a dois milhões de dólares para a preparação dos campeonatos africanos e torneios pré-olímpicos.

“Tudo que temos estado a conquistar até agora é fruto de uma estratégia e esforço titânico, por causa da aposta na preparação para as participações nas competições africanas”, realçou.

Esclareceu também que a maioria dos atletas que conquistam títulos internacionais têm boas assistências nos seus clubes, tal como selecções, fazem estágios em países desenvolvidos no boxe e participam em torneios de alto nível. E só depois é que vão para as competições” sublinhou.

Porém explicou que é possível ver atletas com preparação ‘arrojada’ a superar um adversário com palmarés muito altos nas competições internacionais, mas defende que no dia seguinte pode baixar de forma.

“Quaisquer atleta ou selecção nacional chega a ter este desempenho negativo, porque nós não estamos neste ritmo. Por mais que possamos preparar os atletas psicologicamente, o organismo não reage”, concluiu.

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