“Dizer ao futuro presidente, seja ele quem for, que vou continuar a ajudar no que for chamado a intervir. E, continuando a ser o vice-presidente da Confederação Africana de Andebol, continuarei a defender com o mesmo patriotismo e profissionalismo o meu país dentro das instituições internacionais”, afirmou Pedro Godinho.

O dirigente termina o terceiro mandato na FAAND em 2020, já que poderá não se recandidatar no próximo pleito eleitoral do organismo, de acordo com a sua explanação: “Não sendo eu  que não vou ser de certeza , aconselharia que fosse o esqueleto deste grupo que nos últimos três mandatos esteve à frente dos destinos da Federação.”

Godinho considerou também que os ciclos eleitorais nas instituições desportivas são perigosos, contudo, justifica-se: “Basta que um indivíduo tenha mais de 18 anos, com ou sem formação desportiva, folha de serviço e vivência para se poder candidatar! Não há nada na lei que o impeça. E se for um bocado endinheirado é mais fácil comprar votos e ser eleito.”

Por outro lado, revelou que conseguiu parcerias e patrocínios financeiros três vezes maiores em relação à direcção cessante. Porém, acrescentou que a FAAND tem vivido mais das parcerias do que do Orçamento Geral do Estado (OGE).

Contudo, o ex- andebolista espera que o seu sucessor consiga manter ou melhorar as parcerias.

Godinho começou a jogar andebol muito cedo. Chegou a representar a Selecção Nacional, 1.º de Agosto e Petro de Lunda, onde encerrou a carreira.