Com o apuramento consumado, a equipa nacional precisava honrar, em casa, o seu bom nome e redimir-se da derrota ante os tunisinos no terreno destes (Radés), em Setembro último, e a “armada” de Carlos Morais, Gerson Domingos, Reggie Moore, Cipriano e companhia não defraudou, apesar da resistência dos magrebinos.

Apoiada por mais de sete mil espectadores (maior adesão entre os três dias de prova), a selecção teve que se empenhar a fundo para alcançar o terceiro triunfo em igual número de partidas, fazendo do jogo exterior a “arma” do sucesso, a semelhança do desafio inaugural com os Camarões.

Valeu a eficiência na primeira parte, período no qual o conjunto angolano tirou melhor proveito da apatia inicial dos visitantes e concretizou oito triplos em 17 tentativas, contra um em nove dos tunisinos.

Com excepção dos primeiros seis minutos em que perdia por (6-8), Angola esteve sempre a frente do marcador, tendo nessa altura Carlos Morais aberto as hostilidades na linha dos três pontos, colocando o placar em 9-8 favorável ao cinco nacional.

Reggie Moore converteu outro triplo (12-8), seguido de mais dois pontos de um companheiro, mas a equipa às ordens de Willian Voigt sofreu ainda quatro pontos e terminou o período inicial em vantagem magra de 14-12.

Seguiu-se o período mais produtivo, durante o qual a defesa pressionante de Angola anulou o ataque tunisino por quatro minutos, enquanto Olímpio Cipriano com três triplos consecutivos e Hermenegildo Bunga (1) ajudaram a elevar o resultado a 14 pontos de diferença, a maior do jogo. A selecção marcou nesse período 24 pontos e sofreu 17, ao intervalo a vantagem era de (38-29).

Na segunda parte, quando tudo parecia bem encaminhado, eis que o adversário entendeu acelerar, na tentativa de estorvar a campanha vitoriosa dos anfitriões no pavilhão Multiusos, onde em seis jogos de qualificação (três em cada janela) triunfaram todos.

Mais afoita, a Tunísia suplantou os donos da casa nos dois últimos períodos por (21-19) e (13-12) e chegou a reduzir o placar ate dois pontos diferença (59-57), mas não teve força suficiente.

Apesar de desqualificado com cinco faltas, Carlos Morais voltou a ser o “abono de família” da selecção nacional, e do jogo em geral, ao anotar 17 pontos, seguido do oponente Bem Romdhane com 16.

Sob arbitragem do trio, Juan Fernandez, da Argentina, Tonton Kalume (RD Congo) e Mbaye Seye, do Senegal, as equipas marcaram:

Angola: Gerson Domingos (2), Yanick Moreira (9), Gerson Gonçalves (2), Olímpio Cipriano (10), Malick Cissé (2), Carlos Morais (17), Leonel Paulo (9), Felizardo Ambrósio (3), Leandro Conceição (2), Hermenegildo Bunga (5) e Reggie Moore. Alexandre Jungo não jogou.

Tunísia: Omar Abada (11), Ziyed Chennouf (6), El Mabrouk (6), Omar Mbuhil (0), Mokhtar Ghyaza (8), Bem Romdhane (16), Mohamed Abbassi (9), Lassaad Chouaye (3), Firas Lahiani (2) e radhouane Slimane (2). Não foram utilizados Haitem Saada e Ahmed Dhif.

Angola, com 21 pontos, e Tunísia (22) apuraram-se para o mundial de 2019, na China, onde África terá cinco representantes. Os Camarões tem 19 pontos e aguarda pela qualificação por via do melhor terceiro classificado das eliminatórias que so terminam em Fevereiro próximo, com a disputa do grupo F (Senegal, Rwanda, RCA, Cote d’Ivoire e Mali). A Nigéria é a integrante desta série com presença já garantida na copa.

Luanda acolheu a primeira janela (fase) de apuramento em Novembro de 2017 e a última agora, ambas no pavilhão Multiusos.