A ministra da Juventude e Desportos alerta as direcções das federações a definirem bem as prioridades para as próximas épocas, tendo em conta a crise económica e financeira que o país atravessa.

“Não haverá dinheiro para o que cada federação quiser fazer. Não é possível. Cada federação sabe o que tem por direito para o seu funcionamento. O orçamento é uma lei, é publicado no Diário da República e todos têm acesso”, realçou.

Ana Neto fez saber também que o Ministério da Juventude e Desportos (MINJUD) não tem contrato de programa com as federações por falta de recursos. “Enquanto não tivermos essa vontade financeira, não podemos fazer os contratos de programa. No contrato de programa é estabelecido o montante para exigir resultados”, explicou.

No entanto, a dirigente aconselha os responsáveis das federações a aproveitarem bem os patrocínios que recebem. “O patrocinador quer sentir-se honrado e se não sentir retira o patrocínio. Quando não temos patrocinador para reforçar aquilo que o Estado dá, temos que fazer escolhas.”

Porém, reconheceu que os patrocínios têm estado a diminuir devido à crise financeira e económica acrescentando que precisa-se de mais organização para melhorar o sector do desporto no país.

A ministra esclareceu também que não há verbas suficientes para atender todas as modalidades apesar de existirem várias que não são federadas e que trazem conquistas ao país.

Por fim, elogiou o esforço de todas as federações e atletas, por continuarem a trabalhar com vontade, determinação, força e coragem para conquistarem troféus nas provas internacionais.

Sabe-se também que muitas delegações desportivas viajavam para o exterior do país com mais dirigentes do que atletas. Esta questão acontecia com frequência em algumas modalidades individuais.

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