Marcelina Kiala antevê dificuldades para o futuro presidente de direção da Federação de Andebol (FAAND), que será conhecido nos próximos dias no pleito eleitoral, referente ao ciclo olímpico de 2020/24.

“Quem vai suceder este elenco da Federação terá um desafio muito grande, porque vai assumir o mandato nas condições em que o país se encontra. Ainda assim, deverá levar avante o andebol. Olha que será uma responsabilidade muito grande, porque já não há fundos suficientes como no passado”, alertou.

A antiga internacional reforçou que o futuro responsável da FAAND deve estar ciente que vai assumir a instituição em tempo de crise económica e financeira, além da pandemia Covid-19 que também condiciona o desporto.

Contudo, aconselha-o a trabalhar arduamente, ter uma boa gestão e correr incansavelmente atrás dos patrocinadores, a fim de se evitar muitas reclamações e choros por dificuldades de verbas nos próximos quatro anos de mandato.

Marcelina elogiou também o presidente cessante da FAAD, Pedro Godinho, por ter feito muito pelo andebol durante os três mandatos consecutivos, de 2012/20. Reforçou também que Godinho está a deixar a casa arrumada para o seu sucessor.

Quanto ao estado actual da modalidade no país, considerou que continua sempre entre os altos e baixos. “Já estivemos num nível médio, mas depois oscilamos um bocadinho. Neste momento, eu acho que estamos razoáveis”, realçou.

Além de tudo, Marcelina espera que o andebol angolano consiga manter ou melhorar o lugar no ranking africano e mundial.

De reforçar que o presidente cessante da FAAND não vai se recandidatar para o quarto mandato consecutivo, mas propõe a candidatura do vice-presidente da instituição, Zeca Venâncio, a fim de dar continuidade nos projectos.

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