“Eu acho certo o aumento de oito selecções para 12 até porque já temos isto nos masculinos. Acredito que as eliminatórias ficarão mais fáceis para aqueles países que não têm oportunidade de participar na prova”, aplaudiu a antiga atacante.

Irene defende que deste modo vai ajudar no desenvolvimento do futebol feminino em África. Porém, reforçou que será benéfico principalmente para os países que estão a começar além dos que não competem há longos anos como é o caso de Angola.

Com o aumento de participantes no CAN, a ex- internacional acredita que o combinado do seu país, bem como outras similares, poderão regressar à prova. “Senão teremos sempre os mesmos a participarem na prova”, sublinhou.

Contudo, espera que a decisão da CAF sirva também de incentivo para os clubes e os órgãos que regem o futebol nos países africanos uma vez que apostam pouco no futebol feminino.

Irene jogou pelo Progresso do Sambizanga e Mabo FC. Participou em duas edições da Taça COSAFA e no CAN 2002, decorrido na Nigéria onde Angola ocupou o quinto lugar.

Naquela última prova em que o combinado competiu pela primeira e última vez, a ex- internacional marcou um dos dois golos. Actualmente, a ex- veterana é coordenadora do futebol feminino no 1.º de Agosto.

Importa referir também que até agora, apenas duas seleções conquistaram títulos no CAN de futebol feminino. Trata-se da Nigéria, com 11 títulos, e a Guiné Equatorial, com dois.

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