Elogiou Flávio Amado também por ser na altura um avançado muito forte nos remates de cabeça, tal como fez ao marcar o primeiro e único golo da história dos Palancas Negras no Mundial da Alemanha, em 2006, no jogo contra o Irão, empatado a uma bola.

Gilberto, também considerado como o único médio angolano que tinha "olhos no pé esquerdo", disse que conhecia bem as desmarcações de Flávio e não tinha dificuldades em colocar a bola para ele.

“Flávio foi um jogador de outro planeta! Era extremamente rápido ao atacar o primeiro poste e facilmente eu colocava a bola para ele”, explicou o ex- internacional que encerrou a carreira no Benfica de Luanda.

Com muitos anos de vivências em camp, nas referidas equipas e nos Palancas Negras, Gilberto considera Flávio como um irmão.  Porém recordou um dos dérbis egípcio entre o Al-Haly e Zamalek, onde o colega falhou pênalti e foi muito criticado pelos adeptos.

“Ele falhou o pênalti mas depois superou-se e conseguiu mostrar a todos que é um grande jogador e muito diferente. Flávio fez um trampolim no futebol egípcio”,  conclui com sorriso.

Flávio jogou pelas equipas angolanas do Petro de Luanda, Académica do Lobito e no Ara da Gabela. Passou pelo Al-Shabab da Arábia Saudita, Al-Kharaitiyat e Lierse da Bélgica, além do Al-Haly do Egipto.

No seu currículo desportivo constam 93 internacionalizações, três títulos da Liga dos Clubes Campeões de África, quatro Liga Egípcia, igual número de Supertaça do mesmo país e três mundiais de clubes.

Conquistou três Supertaça de Angola, dois Girabola Zap e igual número de taça Cosafa.

Foi considerado melhor marcador da Liga dos Clubes Campeões de África uma vez, duas vezes no Girabola, igual número na Liga Egípcia assim como na Taça Nelson Mandela.

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