Decorrida de 10 a 31 de Janeiro, a prova disputou-se em quatro províncias do país, onde foram construidos estádios de raiz, em pouco tempo, algo inédito no continente. Ergueram-se os estádios 11 de Novembro, em Luanda, para 50 mil espectadores, Ombaka (Benguela 35 mil), Chiazi (Cabinda 20 mil) e Tundavala (Huíla 20 mil).

O CAN2010 trouxe ganhos socioeconómicos que superaram o âmbito meramente desportivo, com o país a "revelar-se" ao mundo como nação de futuro. Houve a recuperação e construção de infra-estruturas nos sectores da hotelaria, turismo e transportes.

A data da realização do único CAN no país não passou despercebida dez anos depois. Entre outros factos, os angolanos ainda revivem o empate da estreia frente ao Mali. Com o estádio 11 de Novembro lotado e a vencer por 4-0, aos 76 minutos (golos de Flávio aos 36 e 42', Gilberto 67' e Manucho 74'), Angola permitiu a igualdade (Keita 76 e 90+2, Kanouté 85'e Yatabaré 90+5).

Ainda assim, os Palancas Negras conseguiram passar de fase, como primeiros do grupo A, com cinco pontos, fruto da vitória frente ao Malawi (2-0) e empate com a Argélia, a zero.  Nos quartos-de-final foram eliminados pelos ghanenses, com quem perderam por 0-1.

O Egipto foi o grande vencedor, ao derrotar na final o Ghana, por 1-0, numa edição que ficou manchada com o ataque à selecção do Togo, dois dias antes do seu arranque. O autocarro da selecção togolesa foi atacado por rebeldes na fronteira entre o Congo e Cabinda, quando seguia para o CAN. O ataque deixou dois mortos e vários feridos.

A equipa, onde despontava o craque Emmanuel Adebayor, acabou por desistir do evento.

Além da edição de 2010, Angola já participou nesta competição em 1996 (África do Sul), 1998 (Burkina Faso), 2006 (Egipto), 2008 (Ghana), 2012 (Gabão e Guiné Equatorial),  2013 (África do Sul) e 2019 (Egipto).

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