O técnico-adjunto do Petro, Flávio Amado, primeiro e único angolano a marcar um golo pelos Palancas Negras no Mundial da Alemanha em 2006 no jogo contra o Irão, não considera o feito na prova como o ponto mais alto da sua carreira.

“O golo é uma coisa que eu sempre fiz. No Mundial foi apenas mais um. Não vejo isso como o meu maior feito no futebol. Eu acho que os 26 títulos que tenho como atleta são mais importantes e deviam passar mais para esta juventude ter outros sonhos”, realçou.

Mesmo assim, o antigo veterano dos golos de cabeça reconhece que o feito histórico naquele jogo, que terminou empatado a uma bola, será recordado pelas futuras gerações do futebol nacional.

Flávio Amado revelou também que foi um dos avançados que mais fez assistências nas equipas por onde passou. “Eu fazia muitas assistências e sempre sob que o golo é natural e havia de chegar a qualquer momento”, reforçou.

Revelou ainda que para tornar-se forte no jogo aéreo, particularmente nos golos de cabeça, treinava muito para estar entres os postes da baliza, a fim de aproveitar os cruzamentos para finalizar.

Fez saber também que chegou aos Palancas Negras através do convite do então técnico do combinado, Mário Calado. Porém reforçou que na altura era muito jovem e tinha dificuldades em impor-se na equipa principal na qual estavam algumas figuras sonantes como Akwá, Paulão, Quinzinho e outras.

Por outro lado, o ex- internacional mostra-se feliz por abraçar a nova carreira de técnico. Esclareceu ainda que não tem pressa para ser técnico principal do Petro ou de uma outra equipa da primeira divisão.

Amado tem 93 internacionalizações e já conquistou 26 títulos. Ao serviço do Al-Haly sagrou-se melhor marcador da Liga dos Clubes Campeões de África, conquistou três títulos da prova, quatro na Liga Egípcia, igual número de Supertaça daquele país, três mundiais de clubes e duas Taça Nelson Mandela.

Pelo Petro conquistou três Supertaça de Angola e dois Girabola. Com os Palancas Negras venceu duas Taça Cosafa, jogou no CHAN e CAN. Nesta última prova chegou a ser o melhor marcador do combinado.

Além das referidas equipas, Flávio também jogou na Académica do Lobito, Ara da Gabela, Al-Shabab da Arábia Saudita, Al-Kharaitiyat e no Lierse da Bélgica.

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