O presidente da Federação Angolana de Ju-Jitsu que rege a modalidade no país, Nzusi Ndombaxi, revelou ao SAPO que este tipo de comportamento é praticado por alguns atletas do estilo Jiu-Jitsu Brasileiro. “Os dirigentes deste estilo é que prejudicam os atletas. Eu digo prejudicam porque muitas das vezes os atletas vão representar o país e sacrificam-se para trazerem medalhas que não passam pela Federação nem pelo Ministério da Juventude e Desportos”, justificou-se.

Deste modo, o dirigente esclareceu que as conquistas não são reconhecidas e os atletas não recebem prémios por não terem o despacho do referido Ministério. “São conquistas que ficam em casa. Eles deviam aproveitar aquilo que é por direito, porque quem traz medalha merece prémio”, alertou.

Nzusi fez saber também que já foi contactado o responsável daquele estilo de competição. Contudo, apelou os atletas a saírem do país com a autorização de modo a não 'beliscarem' as suas conquistas no estrangeiro.

Recorde-se que a selecção nacional sénior masculina da modalidade conquistou duas medalhas de ouro recentemente no Africano da Zona IV decorrido em Kinshasa, República Democrática do Congo.

Com  este feito de Daniel Nsango, na categoria de 81 kg e Danilo Pedro, 75 kg, o combinado está qualificado para os Mundias de Ju-Jitsu, que acontecem em Novembro, nos Emirados Árabes Unidos.

Em 2015, a Selecção Nacional participou com cinco atletas no Africano da África do Sul e conquistou igual número de medalhas, sendo quatro de ouro e uma de bronze.

Mesmo com a saída autorizada, os atletas não receberam os prémios até hoje e barafustam nos bastidores.

De reforçar que entre os mais de 54 estilos de Ju-Jitsu, a Federação Angolana da Modalidade agrega apenas três. Trata-se do Ju-Jitsu Brasileiro, Tradicional e Aiki-Jitsu.

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