Anunciado sexta-feira pelo órgão reitor do futebol no mundo, o apoio, referente ao período de 2019-2020, é extensivo aos 211 filiados, com o objectivo de ajudar as federações a recuperarem-se das perdas em consequência da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Todavia, contactados recentemente pela Angop, em Luanda, o secretário-geral da FAF, Rui Costa, remeteu qualquer pronunciamento sobre o assunto ao presidente de direcção, Artur Almeida e Silva, que não atendeu a várias tentativas telefónicas para a pretendida abordagem.

O montante a ser atribuído, em situação normal é disponibilizado anualmente em duas tranches, mas a FIFA decidiu alocá-lo totalmente para a proteger o futebol mundial.

Essa assistência poderá ajudar a FAF a cumprir com determinadas obrigações, como  a liquidação de dívidas, entre elas referentes aos mais de três meses de salários dos funcionários, prémios de jogos da selecção de Sub-17 que participou no Mundial do  “Brasil2019”, além de um crédito do Banco de Poupança e Crédido (BPC), que originou a retenção das verbas alocadas pelo Ministério da Juventude e Desportos em 2018.

Em Novembro de 2019, por ocasião da sua visita ao país, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, prometeu seis milhões de dólares americanos para ajuda em programas de desenvolvimento.

Um dos empreendimentos a beneficiar desse valor é o Campo do São Paulo, no Distrito Urbano do Rangel, que será transformado em centro de treinamento para os escalões de formação.

Artur Almeida e Silva cumpriu já quatro anos de mandato à frente da Federação Angolana de Futebol (FAF), tendo anunciado recentemente que concorrerá para um segundo, nas eleições marcadas para Junho deste ano.

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