O ex-presidente da direcção da FAF aconselha os responsáveis da modalidade no país a estrearem a Liga Profissional pelo menos em 2024, face à actual situação económica e financeira além, claro, da pandemia da Covid-19.

De acordo com aquele ancião de 80 anos de idade, o momento não é oportuno para se organizar a prova uma vez que os clubes e as prováveis empresas que possam patrocinar a mesma enfrentam grandes dificuldades de verbas.

“O país não tem dinheiro e nem pode efectivamente ajudar. Para a criação de uma Liga que vai orientar o futebol nacional é necessário muito investimento para que possa ser respeitada por todos os países que praticam a modalidade. Não vejo isto em Angola”, esclareceu o empresário e fundador do Petro do Huambo.

Machado avançou que a ideia sobre a criação da futura Liga Profissional em Angola já existe desde que assumiu a presidência da FAF, há 25 anos. “No meu tempo eu já vinha com estas ideias”, sublinhou.

Contudo, apelou os responsáveis do futebol nacional a terem bases, reforçando que construiu o Hotel Palanca Negra, a sede da FAF e perspectivava construir um centro de treinamento internacional.

“Eu tinha que procurar base financeira para sustentar o desenvolvimento do futebol no meu país. Organizem-se e vejam bem a responsabilidade de uma Liga. Quem não fizer assim, não é honesto com ele próprio”, aconselhou.

Machado explicou ainda que com a criação da futura Liga Profissional, a FAF vai responsabilizar-se apenas pelas Selecções Nacionais.

Por outro lado, revelou que quando saiu da FAF deixou um milhão de dólares na conta do organismo, o que corresponde a 595 milhões e 962 mil Kwanzas.

A referida verba oferecida pelo ex-presidente da FIFA, João Havelange, serviu para a participação da Selecção sub-20 no CAN e na Copa do Mundo da categoria que decorreu na Argentina, em 2001, de acordo com Machado.

De seguida, espelhou o destino que tinha traçado para utilizar aquela verba: “Eu deixei o dinheiro para se fazer um centro de treinamento desportivo de alta competição que teria duas quadras de futebol com uma pequena bancada, duas quadras de basquetebol, duas de andebol, uma pista de atletismo, um hotel de quatro estrelas e um centro de recuperação física.”

Porém, concluiu que não chegou a construir as infraestruturas que se refere por indisponibilidade para continuar no comando da FAF.

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