O Primeiro-Ministro, António Paulo Kassoma, procedeu ontem, em Benguela, à inauguração do Estádio Nacional de Ombaka, um dos quatro palcos do CAN Orange Angola’2010, que decorre de 10 a 31 de Janeiro próximo.

O Estádio Nacional de Ombaka é o segundo maior do país depois do “11 de Novembro” (Luanda). Com um custo total de 116 milhões de dólares, a construção do estádio, que ocupa uma área de 41.500 metros quadrados, durou aproximadamente 18 meses.

Depois de descerrar a placa do imponente estádio, localizado nos arredores da cidade das Acácias Rubras, o Primeiro-Ministro percorreu os vários compartimentos do estádio, antes de fazer a entrega de diplomas de mérito a individualidades que mais se destacaram na construção da obra.

Mais de 1.000 trabalhadores, entre angolanos, chineses e portugueses, participaram na construção do estádio, cujo projecto foi concebido pelo consórcio ENCADI/Sinohydro, e aprovado pelo Ministério das Obras Públicas.

O ministro das Obras Públicas, Higino Carneiro, disse que o Estádio nacional de Ombaka tem garantia de 24 meses e a sua conservação e manutenção é assegurada pelo Ministério das Obras Públicas até que o Ministério da Juventude e Desportos e o Governo Provincial reúnam condições para o fazer.

Higino Carneiro indicou ainda que o estádio tem capacidade para 35 mil espectadores, e está projectado para 50 anos de vida útil. Com uma cobertura em estrutura metálica de sombra de mais de 16 mil metros quadrados, o estádio vai ser palco dos jogos do grupo “C”, onde intervêm as selecções do Egipto, Benin, Moçambique e Nigéria.

O ministro das Obras Públicas sublinhou que no estádio estão reservados mais de 20 mil metros quadrados para construção das zonas de atletismo.

O ministro das Obras Públicas indicou ainda que a estrutura do empreendimento foi concebida em betão armado tradicional, com fundações por estacas de 80 centímetros de diâmetro e profundidades até 20 metros. A inauguração do Estádio Nacional de Ombaka foi presenciada por membros do Governo, políticos, deputados, entidades eclesiásticas. A cerimónia foi marcada por várias manifestações culturais, com destaque para as danças típicas da província apresentadas por grupos locais, e a exibição dos quadros humanos.

Aeroporto de Benguela

António Paulo Kassoma inaugurou também o aeroporto de Benguela, que a partir de hoje pode receber aviões de pequeno e médio porte. A área onde funcionam vários serviços do aeroporto foi ampliada para quatro mil metros quadrados, contra os mil anteriores, o que permite a movimentação de 400 mil passageiros/ano. 

O aeroporto de Benguela, que durante muito tempo esteve privado de receber voos devido ao mau estado da pista e das infra-estruturas, está completamente reabilitado. As obras custaram mais de oito milhões de dólares e contemplaram salas de embarque e desembarque, seis balcões para “chek in”, área de recolha e controlo da bagagem, zona de espera, 13 espaços comerciais e sala vip.

O Primeiro-Ministro procedeu ainda à entrega de 50 viaturas que vão prestar serviço de táxi durante e depois da festa africana de futebol. O lote de viaturas é repartido, em igual número, entre as cidades de Benguela e do Lobito.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Augusto Tomás, disse que a nova infra-estrutura aeroportuária da cidade de Benguela vai ser complementada com o Aeroporto Internacional da Catumbela.
O Primeiro-Ministro inspeccionou as obras de ampliação da aerogare do aeroporto da Catumbela, município localizado entre as cidades de Benguela e do Lobito. 

Augusto Tomás defendeu, por isso, um maior equilíbrio em termos de competência e capacidade da força de trabalho, com vista a dar respostas adequadas às exigências actuais da modernidade do serviço aéreo.

Jornal de Angola

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