A confirmação é do seu coordenador, Osvaldo Manuel Congo, em declarações hoje, terça-feira, à ANGOP, ao informar que esta agremiação desportiva conta, actualmente, com 75 atletas de ambos os sexos, com idades entre os 15 aos 20 anos.

Embora nos recém-terminados campeonatos provinciais a Escolinha não tenha conseguido conquistar nenhum título, diferente das competições anteriores, ainda assim o seu responsável afirmou que a formação continua a ser bem feita, obedecendo cada uma das suas etapas de evolução.

Osvaldo Manuel Congo disse que a visão do clube, que este ano pretende publicar o seu estatuto em Diário da República, assenta, essencialmente, na descoberta de talentos e sua potencialização, para poderem chegar às selecções nacionais e clubes de topo no país.

Destacou, a título de exemplo, o lateral direito Herculano Chacupula Clementino, de 18 anos, considerado o melhor rematador do país na categoria de juniores, em formação na Escolinha do São João desde os seus 15 anos.

Este atleta, que em 2018 esteve com a selecção nacional masculina de juvenis na Argélia, palco dos jogos da juventude, pode, em breve, transferir-se para uma das grandes equipas de andebol do país.

Como Herculano Chacupula Clementino, existem outros jovens andebolistas que também já despertam interesse, mas que, segundo o coordenador da Escolinha do São João, ainda não atingiram a fase de maturação do processo formativo.

Presente desde 2009 nos campeonatos nacionais de juvenis e juniores em ambos os sexos, Osvaldo Manuel Congo salienta que a aposta na formação tem dado retorno financeiro ao clube.

Sem entrar em muitos detalhes, explicou que entre 2015 a 2018 o clube sobreviveu graças à transferência da atleta Margarida Kangovi à equipa júnior do 1º de Agosto, e que actualmente representa a equipa sénior da Marinha de Guerra.

Outro caso de sucesso da aposta da Escolinha do São João na formação é o atleta Élton Mavinga, ao serviço da equipa sénior da Marinha de Guerra, e o seu irmão Celson Mavinga, júnior do 1º de Agosto.

“Mesmo com as nossas muitas limitações financeiras e sem campos próprios para treinar, continuamos a apostar forte na formação, por considerarmos ser este o melhor caminho para nos afirmarmos e, além do mais, contribuirmos na formação social dos atletas, para melhor se integrarem na sociedade”, argumentou.

Osvaldo Manuel Congo informou, ainda, que as equipas seniores da Escolinha do São João, constituídas por atletas formados no clube, participam regularmente em torneios inter-provinciais e na Taça de Angola.

Caso surjam patrocinadores, a intenção é que estas passem a competir em campeonatos nacionais, garantindo terem condições, técnicas e tácticas, para elevarem o equilíbrio e a competitividade nas mesmas.

A província do Huambo, com pouca tradição na modalidade de Andebol, conta, além da Escolinha do São João, com o Petro do Huambo, Chapesseca e Colégio AJM que competem, entre si, nos campeonatos nas camadas de formação (iniciados, juvenis e juniores) em ambos os sexos.

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