Entretanto, sabe-se que apenas as Associações Provinciais vão votar, decisão tomada pela referida instituição que rege a modalidade ‘rainha’ no país e que está estampada no Diário da República.

Com esta informação, o presidente de direcção do Kabuscorp do Palanca, Bento Kangamba, mostra-se chateado e defende que os clubes devem votar considerando-os como principais actores do futebol nacional.

“São os clubes que gastam dinheiro e formam os atletas. Os clubes são as orquestras de tudo, já as Associações Provinciais e a Federação só aparecem no momento da organização dos campeonatos a fim de os clubes pagarem para jogar”, atirou.

Kangamba não fez comentários sobre o estado actual do seu clube mas sabe-se que a equipa principal de futebol prepara-se para competir nos campeonatos nacionais da segunda divisão.

Por sua vez, o presidente do Interclube, Alves Simões, também descontente com a decisão da FAF, mostra-se convicto de que os clubes vão votar. “Penso que no próprio dia da votação estaremos presentes. Não basta a Federação por a informação no Diário da República e pensar que os clubes vão ficar por aí. Isto não é assim”, reforçou.

O dirigente sabe também que o presidente cessante da FAF, Artur Almeida e Silva, quer recandidatar-se para o quadriénio de 2020/24.

“Em relação à recandidatura de Artur Silva, nós os clubes temos vindo a reunirmo-nos e estamos à espera que os candidatos se pronunciem para pudermos fazer uma análise e ver a quem apoiar”, salientou.

Alves Simões concluiu que não basta mudar só por mudar. Contudo, espera que seja feito um balanço e análise profunda sobre o mandato de Artur Silva de modo a que todos possam se pronunciar no dia das eleições.

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