A efeméride é, normalmente, lembrada com a realização de actividades nos escalões de formação ou espectáculos que culminem com jogos, sobretudo de beneficência, na classe sénior.

Desde o longínquo ano de 1930 que se realizou o primeiro jogo no país, nunca se imaginou que hoje, volvidos 90 cacimbos, a modalidade viria a conhecer interregno com tamanha indefinição, face a um inimigo invisível bastante letal, cujos resultados a nível nacional cifram-se, até hoje, em 50 casos positivos, com três óbitos.

O acelerar da crise (4, 17 mil casos positivos e 315 mil mortes no mundo), em cinco meses (Dezembro de 2019 a Maio 2020), exigiu a paralisação de todas as actividades desportiva no planeta, tendo sido maior parte das mesmas anuladas, e o basquetebol angolano não foi excepção.

A principal competição na classe sénior masculina, então liderada pelo Petro (detentor do troféu), e a Taça de Angola, provas em curso na época 2019/20, ficam sem efeito, enquanto outras (campeonato sénior feminino, taça e competições dos escalões de formação) aguardam pela normalização da situação para ver se arrancam ainda este ano.

O período é bastante adverso para a classe que, naturalmente, anseia por melhorias numa altura em que a modalidade experimenta momentos menos bons em quase todos os aspectos, desde organizacionais, de direcção, técnico, competitivo e financeiro.

Augura-se, quanto cedo possível, a inversão do “quadro/covid-19”, com vista a salvar-se a humanidade e, em particular, esse desporto que cedo se tornou um grande “símbolo” de expressão e reconhecimento dos angolanos no mundo.

Em 18 de Maio de 1930, o professor de educação física Pina Cabral, em comissão de serviço na então província ultramarina de Angola, organizou o primeiro jogo no país, entre o Sporting Clube de Luanda e a Associação Académica do Liceu Salvador Correia, ganho pelos “sportinguistas”, por 8-5.

Mas só no pós-independência é que a modalidade começou-se a vislumbrar. Em 1989 conquistou o primeiro, de 11, campeonatos africanos em sénior masculino “Afrobasket” e “apossou-se” da hegemonia no continente, a qual vai perdendo nos últimos tempos para potências como a Nigéria, Senegal e Tunísia.

O basquetebol angolano conquistou ainda dois Afrobasket’s seniores femininos (2013 e 2015) e domina a maior prova de clubes em África em ambas as classes, com o 1º de Agosto no topo masculino, com nove títulos, e o Interclube (com cinco) pelas senhoras.

Junta-se dois títulos do Petro e um do Libolo, em masculino, ao passo que as senhoras do d’Agosto tem três.

Realce ainda, entre outros registos, para a melhor classificação do continente num mundial (10ª posição) alcançada por Angola na Copa do Japão, em 2006, e a maior representação nos Jogos Olímpicos (5 vezes) com exibições de alguma forma equilibradas.

O seu maior expoente, Jean Jacques da Conceição, foi distinguido melhor de todos os tempos no continente e é o único africano inserido no Hall of Fame da FIBA, montra dos maiores basquetebolistas a nível do mundo.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.