Os atletas de tiro no país dizem estar condicionados nos treinos por falta de cartuchos e pratos e reclamam pelos preços exorbitantes destes materiais desportivos no mercado nacional.

De acordo com o atleta Paulo Silva, que já representou Angola várias vezes em provas internacionais, o número de praticantes tem reduzido devido às dificuldades na aquizição dos referidos materiais. “Os atiradores estão cada vez menos e os preços dos cartuchos disparados acabam por ser proibitivos. Se não forem os patrocínios que uma pessoa vai conseguindo isto tem tendência de acabar”, alertou.

Paulo Silva criticou também a direcção da Federação Angolana de Tiro por não apostar seriamente na modalidade, sobretudo nas selecções nacionais: “O facto desta actual Federação teimar em não apostar numa selecção penso que de certa maneira tira a ambição aos atiradores de tornarem-se melhores para representarem o país.”

Por sua vez, o secretário-geral do Clube de Tiro e Pesca do Lubango, Anselmo Neves, contribuiu: “Temos poucos atiradores porque o custo da modalidade está cada vez mais elevado.”

Neves esclareceu que a direcção do clube está a fazer tudo para importar os cartuchos, pratos e outros materiais desportivos no exterior para deixar de recorrer aos fornecedores locais.

Deste modo, acredita que os custos serão minimizados e poderá haver maior impacto e adesão uma vez que a cidade do Lubango está entre os pólos fortes da modalidade no país.

Sabe-se também que a falta de treinos por consequente falta dos referidos matérias desportivos tem impossibilitado as marcas dos atiradores angolanos nas provas nacionais e internacionais.

Em Angola, a modalidade ainda tem poucos adeptos mas o país já conquistou dezenas de títulos internacionais e participou por várias vezes nos Jogos Olímpicos.

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