O arranque da época desportiva 2020/21 está previsto para as próximas semanas e pode aumentar os casos de COVID-19 em Angola, tendo em conta as deslocações das equipas de uma província para a outra.

Deste modo, destaque para o Girabola Zap que congrega 16 equipas e a maioria de Luanda, onde a pandemia ganha mais espaço com a situação de calamidade pública em vigor, apesar da cerca sanitária.

Para prevenir os possíveis riscos de infecções, o médico e presidente da Federação Angolana de Natação, Mário Fernandes, defende que a prática desportiva profissional não pode ser a mesma como era há quatro meses.

Contudo, deixou um apelo para as instituições e agentes desportivos: “Os clubes e as federações, todos temos que nos sentar e vermos como fazer para salvar o nosso desporto neste contexto da COVID-19.”

O dirigente considerou também ser um risco as equipas deslocarem-se de uma província para a outra e realizarem-se jogos, uma vez que os atletas em campo têm tido contactos físicos entre eles.

“Com a cerca sanitária em Luanda como é que uma equipa vai jogar numa província e com o risco de levar o vírus? Isto é inadmissível! Não há nenhuma excepção, tal como para sair de outra província para Luanda. É verdade que jogar é profissão de alguns, mas põe em risco a população e eu acho que o nosso estado de calamidade pública não vai permitir isto”, Salientou.

Mário Fernandes alertou que, por falta de condições, não adianta tentar imitar modelos de outros países. “Será uma utopia pensar que temos condições! As equipas profissionais europeias estão a fazer testes duas vezes por semana. A NBA vai reunir as equipas para os jogadores fazerem um confinamento para disputarem os jogos”, exemplificou.

Por fim, aconselhou a fazer um modelo de provas que seja possível aplicar consoante a realidade do país, de modo a haver maior controlo e evitar os riscos de propagação da pandemia.

Recorde-se que as actividades desportivas reiniciaram a 27 deste mês. Com isto, a maioria dos campos multiusos de Luanda ficam aglomerados com pessoas desprotegidas e em contactos físicos como se a pandemia não existisse.

De reforçar que no país há também modalidades de baixo risco através do distanciamento, entre as quais o golfe, ténis, ciclismo, desportos motorizados, vela, canoagem, tiro, ginástica, natação, pesca desportiva e esgrima. 

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