"Na minha opinião, o xadrez tem de ser ensinado nas escolas. Nos últimos anos, poderia ter sido introduzido como disciplina opcional no ensino primário. O próprio Governo devia estipular no seu curriculum a modalidade e uma percentagem mínima obrigatória de alunos a praticar”, explicou.

Por outro lado, lamentou por ver o estado do basquetebol angolano em baixo nível, uma vez que o país foi potência em África e muito temido pelos seus adversários que hoje se firmaram no continente.  

“O basquetebol continua lá no topo, mas deixou de ter a primazia que tínhamos”, sublinhou, Rogério Silva, reconhecendo que Angola é o líder do Afrobasket, com 17 títulos, sendo onze de ouro, quatro de prata e dois de bronze. 

Sobre o desporto nacional, disse que com excepção ao andebol e algumas modalidades de lutas que têm conservado o bom-nome do país, uma boa parte das modalidades não se encontra em bons momentos.

Rogério Silva avançou que enquanto não se pensar seriamente na formação de atletas, técnicos e a todos os níveis do desporto angolano, não haverá evolução nenhuma.

“Os outros países têm jogadores nas grandes equipas do mundo que lhes dão formação e prestígio. Quando regressam ao país, mais vontades para ajudar têm. Dói-me muito ver jovens angolanos que estão a singrar no futebol com outras cores! Nós aqui não produzimos nada”, desabafou.

Actualmente, o estado das duas principais modalidades do país e que mais recebem verbas do Orçamento Geral de Estado (OGE) é péssimo. Trata-se do basquetebol e futebol, com enormes fracassados nas últimas competições internacionais.

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