Por falta de verbas, os velocistas angolanos da classe T 11- deficiência visual total- podem falhar a participação no Mundial de atletismo adaptado que decorrerá de 7 a 15 deste mês naquele país asiático.

Trata-se dos atletas internacionais da província do Huambo, José Chamoleia e Regina Dumbo, principais apostas do Comité Paralímpico Angolano (CPA) para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, Japão, que acontecem em 2020.

Segundo o secretário-geral do CPA, António da Luz, as verbas para ajuda de custo dos atletas para esta prova ainda não foram alocadas a este organismo que rege o desporto adaptado no país. “Neste momento temos um grande problema que é a capacidade financeira para as ajudas de custo dos atletas. Esta é a única situação que nos aflige até ao momento”, reforçou.

Em termos administrativos, o dirigente fez saber que as condições estão minimamente alinhadas mas espera-se também que aquele país envie os vistos de entrada para poderem concluir os documentos.

Da Luz explicou as razões que levam a delegação angolana a optar pela rota Adis Abeba: “Achamos ser a melhor por causa do preço dos bilhetes. Esta rota é difícil, longa e cansativa, mas é aquilo que cabe no nosso bolso. Na altura não conseguimos nas outras companhias um valor que estivesse ao nosso alcance”, concluiu.

Recorde-se que Angola já deu cartas nas provas internacionais de atletismo adaptado com realce para o ex-velocista mais sonante do país, Armando Sayovo, que conquistou várias medalhas de ouro, com realce para os Jogos Olímpicos.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.