André Macanga revela ter entre nove a dez meses de salários por receber na direcção da FAF, além do prémio referente à qualificação do combinado para o CAN 2019 no Egipto e subsídio de deslocação para o palco da prova.

“Eu ainda tenho nove ou dez meses de salários por receber. Neste momento quem está a conversar comigo para chegarmos a um acordo é o doctor José Carlos. Enviei-lhe a cópia dos recibos do banco e do contrato que tive com a FAF”, salientou.

Macanga revelou também o que escreveu na mensagem que enviou para o presidente cessante da FAF, Artur Almeida e Silva: “Eu simplesmente disse na mensagem que só preciso que paguem o meu dinheiro. Eles estavam a pagar as dívidas e depois pararam!”

Sobre a quantia que tem por receber, não revelou. Mas sabe-se que aquele organismo que rege a modalidade no país pagou alguns ex-membros do corpo técnico dos Palancas Negras a 18 deste mês. Cada um dos mesmos recebeu 850 mil Kwanzas, além dos 660 mil referentes ao subsídio de deslocação para o palco do CAN.

Entretanto, o presidente do Conselho de Disciplina da FAF, José Carlos, confirmou a dívida e disse: “Estamos a trabalhar directamente com o professor André Macanga. Acreditamos que nos próximos dias possamos encontrar uma solução definitiva para a sua situação.”

O responsável esclareceu também que não há verbas para resolver todos os pendentes ao mesmo tempo. “Na medida em que as possibilidades vão surgindo vamos resolvendo pontualmente aquelas situações mais fáceis”, concluiu.

Macanga jogou nas equipas portuguesas de Alverca, Académica de Coimbra, Arrifanense, Boavista, Porto, Salgueiro, Victória de Guimarães, Vilanovense. Passou também pelo Gaziantepspor da Turquia e nas equipas do Kwait, Al-Salmiya, Al-Kwait e Al-Jahra.

Pelos Palancas Negras, o ex-médio central jogou em algumas CAN e estreou-se com o combinado no Mundial 2006, decorrido na Alemanha.

Como técnico orientou o FC de Cabinda e o Recreativo do Libolo.

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