Segundo um comunicado da FAF, tornado público nesta quinta-feira, é declarada a interrupção definitiva do Campeonato Nacional da 1ª divisão e a prova de apuramento a esta competição.

Consequentemente, da época desportiva na modalidade de futebol de 2019/20 em geral, sem atribuição do título de campeão e sem descida de divisão de qualquer clube.

Porém, enfatiza a nota, excepção aplica-se ao clube 1º de Maio de Benguela por razões disciplinares, em defesa da verdade desportiva, mantendo-se válidos, todos os actos administrativos e sancionatórios praticados ao longo da época desportiva em referência.

Entretanto, em declarações à Angop, António Moisés afirma que a FAF está a agir de má-fé e garante que o clube já preparou todo o expediente necessário que segue ainda esta sexta-feira para Luanda, a fim de dar entrada nesta segunda-feira na sala do cível do Tribunal Provincial local.

“Nós não teremos um outro caminho que não o tribunal. Já temos todas as peças montadas e na segunda-feira vamos dar entrada a um processo de providência cautelar”, reforçou.

Com este comunicado, disse, a FAF apenas confirmou estar a agir de má-fé, pois, o campeonato é de 16 equipas e desde a altura em que essa instituição recebeu a notificação do Tribunal Supremo para uma providência cautelar por nós solicitada, sem a responder, não temos dúvidas.

O presidente de direcção disse que o 1º de Maio não aceita o averbamento da segunda falta de comparência e por isso a providência cautelar pode ser clarificada diante do tribunal e aí eles (FAF) deviam ter cuidado em agir contra o clube.

Reafirmou que a FAF agiu de má-fé e o que o 1º de Maio de Benguela não vai baixar a guarda enquanto não se repor a legalidade no futebol.

“Vamos até onde for possível, mas não vamos deixar que ninguém nos empurre. Vamos procurar agir dentro da lei e da razão. Apenas o tribunal é legítimo para decidir”, referiu.

Caso o tribunal delibere a favor do 1º de Maio, referiu que o clube tem condições administrativas, técnicas e financeiras para continuar no Girabola.

Entretanto, apelou aos membros da FAF a respeitarem a história, uma vez que o 1º de Maio é um “património nacional que já leva 40 anos de existência”.

Tranquilizou os adeptos, amigos e simpatizantes do clube, de que tem confiança que o primeiro de Maio de Benguela vai continuar no Campeonato Nacional de Futebol da primeira divisão na época 2020/21.

Na sua óptica, uma nova providência cautelar vai condicionar o arranque da próxima edição do Girabola, daí ter solicitado ponderação à FAF.

“Com esse comunicado, a federação só produziu mais uma prova da sua injustiça contra o 1º de Maio. Se terminou o campeonato, se não existiu ou foi interrompido, porque razão devemos pagar e a quem uma multa de três milhões de kwanzas se não houve campeonato? Quantas equipas não conseguiram ir a Cabinda e não escreveram, sem sofrerem consequências?”, concluiu o dirigente desportivo.

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