A direcção do 1.º de Agosto pode reduzir os salários dos atletas este ano dada a pandemia da Covid-19 que forçou a paragem das actividades desportivas há cerca de dois meses e o estado de emergência em vigor no país.

O vice-presidente do clube para o futebol, Paulo Jorge Magueijo, afirmou à Rádio Cinco que a redução salarial dos atletas é sempre uma hipótese uma vez que se pretende aliviar o peso económico.

“Se for necessário teremos de reduzir mesmo os salários. O que nós precisamos fazer é ter diálogo com os atletas no sentido de fazer-lhes perceber que se as coisas estiverem muito mal para o lado dos clubes têm de compreender e ceder. Naturalmente um dia podemos voltar ao processo anterior para remunerá-los da melhor maneira”, salientou.

Magueijo reforçou que muito além da "famosa pandemia", a direcção do 1.º de Agosto já vinha a falar com os atletas sobre uma possível redução salarial tendo em conta as obras da cidade desportiva do clube.

Fez saber também que o clube vai tirar lições positivas desta fase crítica que o mundo atravessa a fim de melhorar a sua gestão no futuro. “O que vamos fazer é encarar outra realidade porque os cenários nunca serão os mesmos. Eu tenho falado com os atletas acerca disso. Eles sabem que têm de colaborar para terem um pouco mais de condições no futuro.”

Quanto aos atletas com maior salário na equipa principal de futebol do 1.º de Agosto, o dirigente não fez comentários mas há vozes que afirmam que o extremo Ary Papel aufere sete milhões de Kwanzas e lidera a lista.

Por outro lado, Magueijo aconselhou os sectores económicos dos clubes a olharem para a realidade actual e fazerem uma reflexão profunda de modo a terem saúde financeira para suportarem as necessidades posteriormente.

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