Defendendo que o mundo deve enfrentar o “grave dano global” causado pela proliferação de ódio e desinformação no espaço digital, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um conjunto de princípios - de implementação voluntária - para “Governos, plataformas digitais e outras partes interessadas”, que posteriormente levarão à criação de um código de conduta.

Para esse código de conduta, Guterres pediu um compromisso de Governos e empresas de tecnologia para que se abstenham de apoiar ou amplificar a desinformação e o discurso de ódio e que assegurem um cenário de imprensa livre, viável, independente e plural, com fortes proteções para os jornalistas.

Em relação à IA, o ex-primeiro-ministro português exigiu medidas urgentes e imediatas para garantir que todas as aplicações que usem essa tecnologia sejam seguras, responsáveis e éticas, e que cumpram com as obrigações de direitos humanos.

Guterres reconheceu que criar regulamentações não é um processo fácil, uma vez que a tecnologia evolui a todo o momento, mas frisou que as empresas não podem colocar os lucros acima de tudo.

Para Guterres, a IA tem um “potencial enorme”, em campos como educação, ambiente ou saúde, mas há o risco que seja “criado um monstro que ninguém seja capaz de controlar”.