"De momento não há escassez de produtos da cesta básica. Uma coisa chama-se escassez e outra é a rotura. Também temos de ter em conta os prazos de abertura das cartas de créditos para os importadores, os prazos que são necessários para que essas mercadorias cheguem ao país e depois são distribuídas até aos respectivos pontos", afirmou hoje, em Luanda.

Segundo o governante, as três vias de entrada de mercadorias no país, pelos portos de Luanda, Lobito e Namibe, também concorrem, muitas vezes, para a distribuição tardia dos bens, referindo ser este também um dos factores que leva à entrada de especuladores.

"E todos esses factores contribuem um pouco, e, como sabem, os especuladores aproveitam todos esses passos e mal haja qualquer acção fora da previsibilidade, eles aproveitam e especulam imediatamente", comentou.

O ministro angolano falava hoje aos jornalistas na sede do governo da província de Luanda, no final de uma conferência de lançamento da primeira edição da Feira de Negócios dos Municípios de Luanda (FEMUL), que decorre de 23 a 27 de outubro próximo.

Para Joffre Van-Dúnem Júnior, a especulação de alguns produtos da cesta básica no país "é uma realidade" que deve ser encarada e "com foco tentar diminuir todas essas ocasiões que os nossos adversários utilizam para fazer subir o preço da cesta básica, numa altura em que de facto o poder de compra dos cidadãos não é o melhor".

Um programa de reforço das inspecções às actividades comerciais "está já em curso", pois, explicou, os especuladores estão atentos e caso haja uma escassez ou indício de alguma escassez, com certeza "aproveitam e nessa altura entram no mercado".

"Mas o Ministério do Comércio tem um programa de pôr em campo as nossas inspecções para que possam de facto detectar onde os aspectos especulativos se impõem e tomar as respectivas medidas", assegurou.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.