Os dados constam do último relatório do Ministério da Ação Social, Família e Promoção da Mulher (MASFAMU), resumido para a VOA pela diretora Nacional dos Direitos da Mulher, Igualdade e Equidade do Género.

Júlia Kitocua referiu que, durante o estado de emergência, entre março e maio, a mudança da rotina das famílias fez alterar os dados em relação ao período anterior.

Antes da pandemia, registaram-se 444 casos, dos quais 48 foram apresentados por homens e 396 por mulheres, mas depois de ter sido decretado o estado de emergência foram denunciados 567 casos de violência doméstica, dos quais 486 queixas por mulheres, através dos gabinetes provinciais, e 124 por homens.

“Normalmente quem a pratica é uma pessoa muito astuta ao ponto de a vítima se questionar que está ou não a ser vítima de violência doméstica”, afirma Júlia Kitocua, que assim chama a atenção da sociedade para a violência psicológica no país.

Aquela alta funcionária do Governo diz ser preocupação das autoridades o comportamento futuro das crianças que vivem e crescem em ambientes de violência doméstica .

“A pobreza, a dependência económica e a fraca instrução da mulher” são referidas pela diretora Nacional dos Direitos da Mulher, Igualdade e Equidade do Género, Júlia Kitocua, como outros fatores que “estimulam a violência doméstica no país”.

Em 2019 foram registados, em Angola, 3.703 casos de violência doméstica apenas durante o primeiro semestre, segundo dados do Governo.

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