Autoridades da Venezuela rechaçaram nesta quinta-feira (10/10) afirmações do governo brasileiro sobre o derrame de petróleo que atinge o Nordeste do Brasil.

A Venezuela emitiu uma nota afirmando que as declarações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de que o óleo encontrado na costa brasileira foi extraído na Venezuela, são “infundadas” e “tendenciosas”.

Em audiência na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Câmara dos Deputados, Salles afirmou que uma análise apontou que o petróleo encontrado na costa brasileira indica que a origem provavelmente é venezuelana.

“Esse petróleo que está vindo muito provavelmente é da Venezuela, como disse o estudo do Petrobras. É um petróleo que vem de um navio estrangeiro, ao que tudo indica, navegando perto da costa brasileira, com derramamento acidental ou não”, disse na quarta-feira.

A estatal Petróleos da Venezuela SA (PDVSA) afirmou por meio de nota que “não há evidências de vazamento de petróleo cru nos campos petroleiros da Venezuela que pudessem ter gerado danos ao ecossistema marinho do país vizinho”.

Homem tocando petróleo em praia nordestina
Venezuela diz que acusações do ministro Ricardo Salles são infundadas e tendenciosas créditos: Reuters

Disse ainda que “não recebemos nenhum aviso de nossos clientes ou filiais sobre uma possível avaria ou derrame próximo à costa brasileira, cuja distância com nossas instalações petroleiras é de aproximadamente 6.650 km, pelo mar”.

Antes da divulgação do documento, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, deu a entender que o governo sabia qual era o país responsável pela embarcação que deu origem às manchas de óleo e que poderia se tratar de uma ação criminosa.

“Eu não posso acusar um país, vai que não é aquele país. Não quero criar problemas com outros países. É reservado”, disse. “Temos no radar um país que pode ser a origem do petróleo.”

O texto emitido pelo governo venezuelano diz ainda que a Venezuela “ratifica seu compromisso com a preservação da vida na mãe Terra, objetivo histórico consagrado em nossa Constituição e no Plano da Pátria 2019-2025. Condenamos essas afirmações tendenciosas que pretendem aprofundar as ações unilaterais de agressão e bloqueio contra nosso povo.”


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