As aulas, suspensas em finais de Março devido à ameaça de proliferação do novo coronavírus, retomam oficialmente a 27 de Julho, nas instituições de ensino primário, como determina o Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública.

No entanto, segundo o mesmo decreto, o retorno faseado das aulas começa a 13 de Julho, com a reabertura das instituições do ensino secundário e universitário.

Em conferência de imprensa, para fazer o balanço dos 60 dias do Estado de Emergência, a vice-presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Albertina Navita Ngolo, apresentou como argumento para estender o prazo o risco de contágio entre alunos, em função da inexistência de condições de biossegurança em muitas escolas.

Referiu que os deputados do seu partido acreditam que em Setembro poderá haver maior controlo da pandemia e maior capacidade de resposta.

Por outro lado, apelou para a realização da testagem em massa, por considerar ser a via mais segura a seguir, além das medidas de protecção de biossegurança.

Ainda com relação ao sector da saúde, os parlamentares da UNITA, maior partido da oposição, reconhecem a experiência e cooperação dos médicos cubanos, mas recomendam a valorização e integração dos profissionais angolanos.

Medidas Económicas

Para a UNITA, no plano económico, é necessário criar uma agenda que facilite um modelo de crescimento mais virado para o sector privado e para a criação de um ambiente de negócios mais favorável.

Aconselhou a tomada de medidas para o fomento da produção interna e transformação económica, a fim de promover o crescimento económico e social do país, que permitam resistir aos choques externos como a covid-19.

Albertina Navita considerou que o sector empresarial angolano deve ser estimulado a enfrentar os mercados regionais mais próximos, no sentido de promover as exportações.

Angola regista 73 casos positivos da covid-19, 45 dos quais de transmissão local, com quatro óbitos, 18 recuperados e 51 casos activos.

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