Calunga revelou ainda níveis altos de corrupção que envolvem pessoas ligadas à direcção do partido no poder, o MPLA, em todos os setores.

“Há sobrefaturação nos seus orçamentos, basta verificar os serviços que nos são prestados. No hospital, concretamente na Pediatria, morreram cinco a seis crianças por dia”, disse recentemente num ato do seu partido em Malanje.

“Eu vi isso várias vezes e recentemente perdi uma neta”, sublinhou Calunga.

O diretor clínico do Hospital Provincial Materno Infantil, Armando Dala, reconheceu o registo de mortes na unidade, mas aclarou que são óbitos extra-hospitalares.

“Essa informação não corresponde à verdade porque o senhor secretário da UNITA não colheu a informação a partir do Hospital, que é entidade última e que tem a informação verdadeira, não sei onde é que foi pegar esta informação”, respondeu Dala, acrescentando que, no segundo semestre do ano transato, “houve poucas dezenas de mortes e mais de duas centenas extra- hospitalares.

O director clínico afirmou que a malária cerebral foi a principal causa de mortalidade no Hospital que enfrenta problemas com défice de médicos, técnicos de enfermagem e de laboratórios.

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