“Infelizmente, 29 anos depois de Bicesse e 18 após o Luena [que pôs fim à guerra civil em Angola entre UNITA  e as forças governamentais do MPLA], o governo de Angola, parceiro da UNITA no processo de Paz e Reconciliação Nacional não cumpriu, cabalmente, o seguinte: a devolução do Património da UNITA, a inserção dos seus quadros nos Conselhos de Administração das Empresas Públicas e a conclusão da entrega de pensões aos militares reformados”, salienta o partido do “Galo Negro” num comunicado.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) destaca que o aniversário dos Acordos de Bicesse acontece “num momento particularmente difícil”, devido à pandemia de covid-19, pedindo ao executivo que preste atenção aos sectores mais afectados, especialmente as famílias e as empresas.

Lamentou, por outro lado, que 29 anos depois “ainda ocorram actos de violação dos direitos humanos, de exclusão e intolerância política”.

Os Acordos de Paz para Angola – Acordos de Bicesse, foram assinados, em Lisboa, em 1991, entre o então presidente angolano, José Eduardo dos Santos, e o presidente da UNITA, Jonas Savimbi e mediados pelo governo português, represento por Durão Barroso, na altura secretário de Estado dos Assuntos Externos e Cooperação.

O acordo visava pôr fim ao conflito armado e possibilitar as primeiras eleições legislativas e, até hoje, a única eleição presidencial, nos dias 29 e 30 de setembro de 1992, que a UNITA diz terem sido marcadas “por uma fraude generalizada com evidências irrefutáveis, a que se seguiu o massacre de milhares de angolanos”, incluindo apoiantes e altos quadros da UNITA.

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