A vítima, um dos vários militantes que se encontravam reunidos numa aldeia da comuna da Ebanga, município da Ganda, a mais de 250 quilómetros da cidade de Benguela, estaria a ser seguida pela Polícia devido a suposta prática de crimes.

Ao exigir provas do presumível crime, Xavier Belchimor, membro do executivo provincial do ‘’galo negro’’, presente na aldeia de Sacacumbi na altura dos confrontos com mais de 10 agentes, fala em invenções para tramar um mobilizador que incomoda as autoridades locais.

‘’Foram polícias a entrar na aldeia e a ‘vomitarem’ balas mortíferas contra os cidadãos. Já há coisa de dois/três meses, esses militantes quase entravam a punhos com o administrador, que deitou abaixo um comité nosso’’, conta Belchimor.

O secretário da UNITA no município da Ganda, Marcos Capanda, reafirma a tese de perseguição e explica que Eduardo da Cruz, 46 anos de idade, está em dificuldades.

‘’Deve haver já planos elaborados porque a polícia não perguntou, disse que veio para destruir. O estado de saúde é grave, levou duas balas nos membros inferiores’’, diz Capanda.

O sub-comissário Ernesto Hanhamulo, segundo comandante provincial da polícia em Benguela, esclarece que o cidadão, alvo de denúncias relativas a actos criminosos, tentou confrontar as forças policiais.

“As forças quando regressavam para o município … o cidadão surgiu da mata com uma flecha já na sua zagaia. As forças não tiveram outro tratamento, sob pena de serem atingidas, a resposta foi essa”, justificou o sub-comissário em conversa com jornalistas nesta terça-feira, 7, no termo de uma formatura que serviu para agradecer a prestação do efectivo ao longo da quadra festiva.

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