Para além das tradicionais alocuções de abertura, o primeiro dia dos trabalhos foi marcado, segunda-feira, pela apresentação de relatórios diversos sobre as actividades desenvolvidas pelos diferentes órgãos da UA nos últimos seis meses, bem como algumas avaliações da situação geral no continente.

Um dos oradores foi o presidente do Parlamento Pan-Africano (PAP), o deputado camaronês Roger Nkodo Dang, que no seu relatório destacou, entre as actividades bem sucedidas do órgão que dirige, uma missão aos Estados Unidos que, segundo ele, “contribuiu para o levantamento de sanções contra o Sudão”.

Dang acrescentou que o trabalho levado a cabo nos Estados Unidos permitiu igualmente “aumentar a visibilidade do Parlamento além dos confins do nosso continente”.

Num outro desempenho, disse, o esforço do PAP para encorajar os países africanos a ratificar os instrumentos jurídicos da União “foi igualmente um sucesso”, uma vez que, explicou,  o número de países que ratificaram o Protocolo de Malabo, sobre a atribuição de poderes legislativos ao PAP, que actualmente é um órgão consultivo, aumentou para dez.

O CRP é o órgão que conduz os assuntos correntes da União Africana, produzindo recomendações sobre áreas de interesse comum aos Estados-membros, particularmente sobre a agenda de trabalhos do Conselho Executivo, que por sua vez prepara a agenda da conferência de chefes de Estado. Tem também por missão facilitar a comunicação entre a Comissão da UA, em Addis Abeba, e as capitais dos Estados-membros, bem como fiscalizar a execução do orçamento da União e propor a composição dos demais órgãos da organização. À semelhança da edição anterior, de Janeiro deste ano em Addis Abeba, esta 31ª cimeira ordinária da UA, em Nouakchott, tem também como lema “Vencer a luta contra a corrupção: uma via sustentável para transformar África”, o que coincide com a decisão da UA de declarar 2018 como o “Ano Africano contra Corrupção”.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.