O candidato Nabil Karoui é o fundador do maior canal privado de televisão da Tunísia. Há três semanas Nabil Karoui foi detido pelas autoridades e acusado de fuga fiscal e lavagem de capitais.

A Porta-voz do seu partido Qalb afirma que se trata de um escândalo. Entretanto, Nabil Karoui, mesmo estando na prisão, não renunciou à sua candidatura: "Tememos que os diferentes concorrentes à presidência estejam a ser discriminados. Nabil Karoui foi impedido de fazer campanha. Exigimos que ele seja liberto imediatamente, para que o povo tunisino não se veja obrigado a eleger um candidato que se encontra na prisão."

Youssef Chahed um perigo para a liberdade e democracia?

Outro candidato é Youssef Chahed, atual primeiro-ministro, 43 anos de idade. Youssef Chahed é acusado de estar por trás da detenção do seu rival.

Hamma Hamami é membro do partido "Front Populaire" e entende que "o Sr. Youssef Chahed constitui um perigo para a liberdade e a democracia tunisinas. Trata-se de uma pessoa que não olha a meios para se manter no poder. Age como um pequeno ditador tunisino."

De facto Youssef Chahed quer muito ser Presidente, tendo para isso renunciado temporáriamente ao cargo de primeiro ministro. Confrontado pela imprensa, Chahed nega qualquer envolvimento na detenção do seu rival Nabil Karoui.

"A data da sua detenção é presisamente uma prova de que a justiça é independente. São os juizes que decidem, independentemenre da data das eleições. Os trabalhos da justiça nada têm a ver com a agenda política. E é assim que deve ser em democracia!", Chahed distancia-se assim do caso.

Abdelfattah Mourou quer transformações

Abdelfattah Mourou é o candidato do influente partido islâmcio Ennahda, que pretende transformar a Tunísia de forma radical. O candidato entende que "a tarefa do novo Presidente é encetar reformas estruturantes, mediante um diálogo nacional abrangente, para podermos encontrar soluções rápidas e viáveis."

A Tunísia vai a votos neste domingo (15.09.). Há 26 candidatos, mas muitos tunisinos continuam céticos quanto ao futuro do país.

Muitos perderam a esperança de mudanças, depois de muitas deceções na sequência da revolução de 2011 que culminou com o fim do regime do então presidente Ben Ali.

por:content_author: Jens Borchers, ac

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