No dia 11 de setembro de 2001, o avião, um dos quatro voos que foram sequestrados pela Al-Qaeda, caiu num campo nesta pequena cidade a cerca de 270 quilómetros a noroeste de Washington.

Os passageiros, que foram avisados por telemóvel pelos seus entes queridos sobre os ataques ao World Trade Center em Nova York, tentaram assumir o controlo da aeronave e o aparelho, em vez de colidir contra o Capitólio, acabou por cair no meio de um descampado.

Desde então, as pessoas que viajavam nesse voo foram consideradas e homenageadas como heróis.

Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, disse que Trump vai enfatizar a "lembrança daquele dia horrível (...) e vai prestar homenagem não apenas àqueles que perderam suas vidas, mas também àqueles que arriscaram suas vidas para ajudar".

Trump será acompanhado pela sua esposa, Melania, num dia que simboliza a unidade nacional, uma ocasião que lhe dá uma pausa temporária de um momento particularmente difícil em Washington.

A Torre das Vozes

O casal presidencial visitará o monumento recém-inaugurado, a Torre das Vozes, uma estrutura de quase 30 metros e com 40 sinos representando cada uma das vítimas.

O som dos sinos muda segundo a intensidade e a direção do vento.

Às 10h03, hora local, de 11 de setembro, a hora exata em que o avião caiu nas montanhas deixando uma coluna de fumo enorme, os nomes de cada vítima serão lidos em voz alta.

A história do avião, que cobria a rota Newark-São Francisco, inspirou muitos filmes, incluindo "O Voo 93", do realizadorPaul Greengrass.

Os últimos momentos do voo e conversas entre os passageiros, os tripulantes e os sequestradores na cabine foram difundidas em 2006 em um tribunal durante o julgamento contra o francês Zacarias Mussaui.

Os gritos que foram registados na cabine chocaram os membros do júri e os presentes na audiência do julgamento que sentenciou Mussaui, o único condenado nos Estados Unidos pelos eventos.

Os ataques do 11 de setembro, que destruíram as Torres Gémeas, deixaram quase 3000 mortos, a maioria na área de Manhattan.

Um sinal da magnitude da devastação na cidade é que a estação de metro Cortlandt Street, que foi soterrada por escombros, só foi reinaugurada no último sábado.

"O WTC Cortlandt é mais do que apenas uma estação de metro", disse Joe Lhota, presidente da Autoridade Metropolitana de Transportes. "É um símbolo da determinação dos nova-iorquinos em reconstruir suas vidas", concluiu.

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