A decisão foi saudada pelo secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Teixeira Cândido, mas deputados da oposição afirmam que essa decisão cabia ao Parlamento e não ao Presidente que fez o anúncio durante a apresentação de cumprimentos de fim de ano ao corpo diplomático.

Para o deputado da UNITA, Raúl Danda, o anúncio confirma que o país continua “  ter um único homem que manda em tudo, é ele que decide quando é que os debates paramentares são transmitidos em directo”.

“Isto é um absurdo, ele demostrou que de facto quem manda é ele, ele é que manda no Parlamento”, sublinhou.

O deputado iondependente pela CASA-CE, Makuta Mnkongo, considera  a decisão “uma interferência grosseira” que vem provar que “era o Presidente da República que proibia as transmissões dos debates da Assembleia Nacional”.

Teixeira Cândido concorda que a decisão prova que “não havia razões técnicas mas sim políticas pela não transmissão das sessões”.

“Ainda bem que o Presidente decidiu acabar com a história de impedir os cidadãos de ter acesso às matérias da Assembleia Nacional,ele foi sensato e não creio que faz sentido nenhum levantar polémica sobre esta matéria”, acrescentou.

As sessões do Parlamento eram transmitidas pela televisão pública até 1998, mas nunca tal foi possível depois da introdução do multipartidarismo em Angola.

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