Na segunda-feira, a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) indicou que pelo menos 208 pessoas foram mortas na crise, que começou a 15 de novembro, quando o Governo de Teerão decidiu aumentar em 50% os preços da gasolina.

Nos protestos e na repressão que se seguiu, as autoridades iranianas cortaram o acesso à internet, impedindo quem se encontrava no país de partilhar vídeos e informação e o mundo exterior de saber a escala da violência. O acesso à internet foi restaurado nos últimos dias.

A televisão estatal atribuiu quatro categorias aos homicídios, alegando que alguns dos mortos eram “desordeiros que atacaram centros militares ou estratégicos com armas de fogo ou facas, ou fizeram reféns em algumas zonas”. A TV descreveu outros mortos como espetadores, forças de segurança ou manifestantes pacíficos, sem atribuir responsabilidades por estas mortes.

As zonas onde se registaram os maiores protestos foram Mahshahr, no sudoeste do país, Teerão, Shiraz e Sirjan e Shahriar, um subúrbio da capital iraniana, onde a AI indicou terem ocorrido “dezenas de mortes”.

A ONG, que não forneceu um número de vítimas mortais para outras zonas do país, acrescentou que “os números reais deverão ser mais elevados”.

A missão iraniana na ONU rejeitou os números da AI, por os considerar “infundados”, mas não adiantou qualquer balanço do número de vítimas mortais.

As manifestações, iniciadas em 15 de novembro após o anúncio do aumento do preço dos combustíveis, alastraram rapidamente a pelo menos 40 cidades e localidades, sendo acompanhadas por incêndios ou ataques a estações de serviço, esquadras da polícia, centros comerciais ou edifícios públicos, segundo os ‘media’ iranianos.

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