“Estou aliviada com o golpe que me deu o meu carrasco político, ditador João Lourenço, e os seus bajuladores ao revogar o meu mandato de deputada, após eles mesmos terem provocado a minha ausência prolongada do país com muita intimidação e ameaças à minha integridade, numa clara violação dos direitos humanos e da Constituição de Angola”, referiu a deputada, também conhecida por Tchizé dos Santos, numa mensagem na rede social Facebook.

Tchizé dos Santos, filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, acuou o atual chefe de Estado de cometer “erros e atropelos gravíssimos”.

“Ao menos quando Angola implodir devido à incompetência do Presidente angolano, sob o olhar cúmplice do nosso partido MPLA, face erros e atropelos gravíssimos do ditador João Lourenço às instituições e o golpe de Estado que deu às instituições, não vão dizer que eu também estava lá com ele”, acrescentou.

Welwitschea dos Santos acrescenta que é hora de os seus amigos e familiares festejarem, uma vez que deixou de ser “uma pessoa politicamente exposta”.

A Assembleia Nacional de Angola retirou hoje o mandato de deputada, pela bancada do MPLA, a Welwitschea dos Santos, devido ao prolongado tempo de ausência nas reuniões plenárias e de trabalho.

A decisão contou com votos a favor do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido maioritário, e da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior grupo parlamentar da oposição.

Os grupos parlamentares da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), do Partido de Renovação Social (PRS) e da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) optaram pela abstenção no processo de votação.

A deputada, que foi suspensa, em junho passado, do Comité Central do MPLA, na sequência de um processo disciplinar "por conduta que atenta contra as regras de disciplina" do partido, está ausente do país há vários meses.

Welwitschea dos Santos justificou que se encontra "involuntariamente" ausente do país, devido à doença da filha, mas há vários meses que está a ser "intimidada" por dirigentes do seu partido, razão pela qual se recusa a regressar a Angola por alegada falta de garantias de segurança.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.