A decisão foi tomada ontem, soube a VOA nesta quarta-feira, 24.

O pedido de habeas corpus foi feito na semana passada pelo advogado do empresário, José Manuel Pinto Monteiro, que considera a decisão ilegal.

A defesa pode ainda recorrer da decisão do Tribunal de Relação de Barlavento que na passada sexta-feira validou a prisão preventiva de Saab, decretada pelo Tribunal da Comarca do Sal, no dia 14, dois depois de ter sido detido naquela ilha quando o avião em que seguia para o Irão parou para reabastecer.

A Procuradoria-Geral da República disse que o empresário colombiano, que estava a serviço do Governo da Venezuela e cujo Embaixador acreditado em Cabo Verde, Alejando Correa Ortega, considerou “enviado especial”, tinha um mandado de prisão colocado na página da Interpol.

Entretanto, o advogado de defesa, Pinto Monteiro, disse à VOA que, de acordo com os documentos na sua posse, o nome de Alex Saab foi colocado na página de “alerta vermelho” daquela rede internacional de polícias no dia 13, tendo sido, no entanto, detido um dia antes.

Ele falou em “interferências outras”

Neste momento, está aberto o processo para a sua extradição para os Estados Unidos, enquanto a Venezuela, que enviou uma equipa de advogados para Cabo Verde, pede a sua libertação por considerar a prisão “ilegal”.

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