O presidente do Tribunal de Contas da Guiné-Bissau, Dionísio Cabi afirmou hoje num seminário de técnicos da mesma instituição que o país é o 8° mais corrupto do mundo e acusou algumas entidades de se furtarem à fiscalização pela forma como fazem uso do dinheiro público.

Na primeira linha, Dionísio Cabi, apontou baterias para o Supremo Tribunal de Justiça acusado de obstrução a uma auditoria querendo saber como era utilizado o dinheiro do cofre dos tribunais.

O Presidente do Tribunal de Contas desferiu, nestes termos, um duro golpe aos juízes do Supremo Tribunal, acusados de obstrução da actividade fiscalizadora:

“Os órgãos chamados a combater a corrupção caem na tentativa de obstrução da actividade fiscalizadora, como caso do Supremo Tribunal de Justiça, que recentemente obstruiu a realização da auditoria financeira no cofre geral dos Tribunais, violando, grosseiramente, o diploma que regula a gestão do cofre geral dos tribunais e demais leis sobre a prestação de contas.”

Segundo fonte do nosso correspondente em Bissau, o Supremo Tribunal da Justiça declinou qualquer reacção às acusações feitas por Dionísio Cabi, Presidente do Tribunal de Contas.

Para Dionísio Cabi, o controlo do dinheiro público pelo Tribunal de Contas “deve ser assumido como questão prioritária” pelo Estado da Guiné-Bissau, tendo em conta o facto de o país “se situar no oitavo lugar entre os mais corruptos do mundo”.

Oiçamos o Presidente do Tribunal de Contas, Dionísio Cabi, num registo magnético recolhido pelo nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.


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