No debate sobre Estado da Nação, ocorrido esta quarta-feria (19/12) no parlamento foi feita a radiografia de São Tomé e Príncipe nas suas múltiplas facetas.

O primeiro-ministro Jorge Bom Jesus empossado a 3 de dezembro, admitiu que a situação herdada de quatro anos de governo de maioria absoluta da ADI e de Patrice Trovoada é preocupante, com entre outros uma dívida pública que subiu de 244 milhões de dólares em 2014 para 332 milhões em junho deste ano.

Não podemos ser dirigentes ricos de um país pobre” disse Jorge Bom Jesus.

De recordar que em agosto foram detidos preventivamente três cidadãos espanhóis e dois são-tomenses, suspeitos de subversão da ordem constitucional e tentativa de assassínio do Presidente da República, do Presidente do Parlamento e do primeiro-ministro e em junho, por razões similares foram detidos o dirigente político do MLSTP-PSD Gaudêncio Costa e o sargento Ajax Mensagem.

O ministro da defesa e ordem interna Óscar Sousa, desmentiu a existência destes dois alegados golpes de Estado, afirmando que foram “intentonas” forjadas pelo anterior governo, cujo processo de inquérito desapareceu.

Dois golpes de estado e os seviços competentes já sabiam do golpe, é inadmissível que há quatro meses que há militares suspensos…conduziram mal o inquérito“, afirmou o coronel Óscar Sousa garantindo que vai anular tudo.

Em resposta, o seu antecessor Arlindo Ramos, apresentou uma outra versão referindo estar disposto a colaborar com a justiça, para prestar declarações, tendo afirmado “se o senhor chegou à conclusão de que eu inventei alguma coisa, o senhor tem todo o mecanismo ao seu dispor para poder agir“.

Osvaldo Vaz, ministro do planeamento, finanças e economia azul, sublinhou por sua vez na sua intervenção, que situação económica é bastante preocupante “a taxa de inflação…é possível que até ao final atinja os 9%, porque em novembro já está a 8,4%“.

O ministro da defesa aunciou ainda que desde terça-feira (18/12) e até 7 de janeiro está em curso uma operação, cujo objectivo é recolher as armas na posse de um grupo de 90 homens a mando do antigo primeiro-ministro Patrice Trovoada.

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