O Presidente russo afirmou hoje que a primeira cimeira Rússia/África marca “uma nova página” nas relações entre Moscovo e os países africanos.

A Rússia quer duplicar nos próximos cinco anos as trocas comerciais com África e, para atingir esse objectivo, anunciou a criação de um “mecanismo de diálogo” que vai possibilitar a partilha de informação entre a Rússia e os países africanos.

Vladimir Putin garantiu que “cimeiras como estas vão ter lugar a cada três anos, na Rússia ou num país africano” e ainda que haverá encontros anuais entre o responsável pela diplomacia russa, de uma parte, e dos três Estados africanos que deverão alternar em função da rotação da presidência da União Africana, da outra parte.

No seu discurso, o Presidente russo lembrou que as relações com os países africanos vêm de longe, fazendo alusão ao apoio que a antiga URSS deu aos povos africanos na luta contra o colonialismo.

“As relações entre a Rússia e os Estados africanos baseiam-se numa longa tradição de amizade e solidariedade. As suas bases estão no apoio dado aos povos africanos na sua luta contra o colonialismo, no racismo e apartheid. Na defesa da sua independência, soberania, formação de Estado, bases económicas, criação de forças militares nacionais fiáveis”, referiu.

Ao longo destes dois dias Vladimir Putin preparou uma verdadeira “operação charme” para convencer os Presidentes africanos das vantagens de uma nova económica, porém nenhum acordo comercial foi anunciado.

A primeira cimeira Rússia/África reuniu mais de quarenta chefes de Estado africanos, em Sotchi. Vladimir Putin disse que esta cimeira simboliza o regresso de Moscovo a África e que será repetido a cada três anos.

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