Em campanha eleitoral no âmbito da segunda volta das presidenciais, que culminará com a votação no próximo domingo, Domingos Simões Pereira anunciou em Tchuluf, Cumuré, Nhoma, Nhacra, Dugal e Mansoa que se for eleito o projeto da construção da segunda saída de Bissau “será uma realidade”.

O projeto foi desenhado desde 1996, mas ainda não saiu do papel. A nova estrada deverá ligar Bissau àquelas seis localidades.

Domingos Simões Pereira afirmou que “Bissau não pode continuar a ser a única capital do mundo com uma única entrada e saída” rodoviária, para sublinhar a urgência da construção da nova estrada.

Lembrando que conhece o projeto em questão por ter sido ministro das Obras Públicas, Domingos Simões Pereira pediu aos habitantes daquelas localidades que votem em si para terem a certeza de que a “estrada vai sair do papel rapidamente”.

Simões Pereira prometeu que, com a nova estrada, Tchuluf estará no centro da nova zona de desenvolvimento de Bissau, Cumuré será um centro da indústria naval e alimentar e Mansoa o local do maior mercado de produtos produzidos na Guiné-Bissau, por se situar na confluência do norte e sul do país.

Aos habitantes de Bissorã, o candidato anunciou “dias melhores” a partir da sua eleição, onde os jovens terão escolas para se formarem, as mulheres terão “total apoio do Estado para desenvolveram as suas atividades” e os homens “terão trabalho digno”.

E em Mansabá, Domingos Simões Pereira centrou grande parte do seu discurso na abordagem à problemática da castanha do caju, principal produto agrícola e de exportação da Guiné-Bissau, para responder aos adversários que o acusam de falta de interesse no assunto.

Disse que desde que foi demitido do cargo de primeiro-ministro, em agosto de 2015, nunca mais o agricultor guineense conseguiu vender a sua castanha do caju por mais de que 500 francos CFA por quilo, quando na sua governação o produto chegou à 1000 francos CFA, lembrou.

“Preparam-se porque comigo na Presidência o agricultor é quem vai ganhar mais dinheiro com a castanha de caju, muito mais do que essa gente que me critica, que são todos comerciantes compradores do vosso caju”, destacou Simões Pereira.

Depois de Mansabá, o candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) seguiu para norte, em direção à cidade de Farim, a sua terra natal, onde vai passar a consoada do Natal.

Mais de 760.000 guineenses são chamados às urnas no domingo para escolher entre Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló o próximo Presidente da Guiné-Bissau.

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